XVII Encontro do Comitê de Negociações Comerciais Mercosul – União Europeia Comunicado de imprensa conjunto

Nota nº 416

02/07/2010 –

O Mercosul e a União Europeia celebraram o XVII Encontro do Comitê de negociações comerciais birregionais para alcançar um acordo de associação.

As delegações do Mercosul e da União Europeia reuniram-se em Buenos Aires entre 29 de junho e 2 julho de 2010 para a sua primeira rodada formal de trabalho desde o anúncio do relançamento das negociações, efetuado pelos Chefes de Estado ou e Governo na última Cúpula de Madri, em 17 de maio.

O Comitê de Negociações Birregionais foi estabelecido no ano 2000 e celebrou dezesseis encontros até o ano de 2004, quando as partes decidiram realizar uma pausa nas negociações.

No decurso deste XVII CNB, as negociações foram conduzidas, por parte do MERCOSUL, pelo Embaixador Alfredo Chiaradía, Coordenador Nacional da Argentina no Grupo Mercado Comum, em exercício da Presidência Pro Tempore do MERCOSUL. A delegação da União Europeia foi chefiada por João Aguiar Machado, Diretor Geral Adjunto da Direção-Geral de Comércio da Comissão Europeia.

As conversações entre representantes de ambos os blocos incluíram os denominados três pilares da negociação: diálogo político, cooperação e comércio. Nesta último âmbito, as partes repassaram os textos e suas respectivas propostas nos diferentes temas da negociação.

Neste nível, produziu-se um frutífero intercâmbio, que permitiu acordar um ponto de partida e uma base de trabalho comum para o tratamento dos temas pendentes nos diversos capítulos do Acordo, levando-se em conta a evolução ocorrida nos últimos seis anos.

Ambas as partes estiveram de acordo sobre a necessidade de manter um formato e cronograma de trabalho flexível, de modo a atingir os consensos necessários sobre o conteúdo do Acordo e reiteraram sua disposição de alcançar um acordo ambicioso e equilibrado.

O próximo encontro do Comitê de Negociações Birregionais será acordado através dos canais diplomáticos habituais.

 
Buenos Aires, 2 de julho de 2010

Fonte: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/xvii-encontro-do-comite-de-negociacoes-comerciais-mercosul-2013-uniao-europeia-comunicado-de-imprensa-conjunto

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Luiz Albuquerque

Defesanet:Airbus alerta quanto à réplica da Boeing para a questão dos subsídios diante da rejeição da OMC aos apelos americanos

 

DefesaNet 01 Julho 2010
Airbus 01 Julho 2010DefesaNet

Airbus alerta quanto à réplica da Boeing para a questão dos subsídios diante da rejeição da OMC aos apelos americanos
http://www.defesanet.com.br/aviacao1/wto_1.htm

Boeing Calls WTO Ruling a Landmark Decision and Sweeping Legal Victory
http://www.defesanet.com.br/aviacao1/wto.htm 

 OMC: O mecanismo europeu de empréstimo reembolsável é um instrumento legal
• OMC: Nem o investimento europeu para lançamentos, nem outras medidas, causaram ”prejuízos materiais” aos interesses dos Estados Unidos

O relatório da comissão da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o caso dos Estados Unidos contra a União Européia publicado ontem, confirma as previsões anteriores da Airbus: 70% das alegações norte-americanas foram rejeitadas e as alegações absurdas foram consideradas erradas. Nem empregos nem lucros foram perdidos como resultado dos empréstimos reembolsáveis feitos à Airbus.

“Esses resultados estão de acordo com as versões anteriores das conclusões da comissão da OMC. A Airbus, a União Européia e os Estados-membros estão analisando detalhadamente o relatório antes de uma eventual revisão feita pelo Órgão de Apelação da OMC”, disse Rainer Ohler, Diretor de Relações Públicas e Comunicações da Airbus.

Concessões para pesquisas foram condenadas com importantes implicações para o relatório sobre subsídios dos EUA para a Boeing. A Airbus espera que a OMC divulgue, em breve, um relatório provisório sobre os subsídios dados ao fabricante. “Somente o relatório sobre o processo paralelo dos subsídios da Boeing trará o equilíbrio necessário para permitir um possível início de negociações sem pré-requisitos”, acrescentou Ohler.

A Airbus acredita que a disputa na OMC deve continuar por mais alguns anos. Como em todos os outros conflitos comerciais, a solução será encontrada apenas em negociações transatlânticas ou até mesmo multilaterais.

As principais conclusões do relatório são:

• A comissão rejeita as reclamações dos Estados Unidos de que a ajuda européia para lançamentos e outros objetivos causaram “prejuízos materiais” aos interesses americanos:
“Os Estados Unidos não demonstraram… que, através da utilização dos subsídios, as Comunidades Européias e alguns Estados-membros da Comunidade Européia tenham causado prejuízos à indústria nacional dos Estados Unidos…”

• A comissão rejeita as reclamações dos Estados Unidos de que as medidas européias tenham causado perda de empregos ou de lucros na indústria aeronáutica norte-americana:

“Essa redução (de salários e empregos) é um claro reflexo da significativa redução de custos e programas de eficiência instituídos pela Boeing, assim como do aumento da terceirização…”

• A comissão rejeita a reclamação dos Estados Unidos de que os subsídios permitiram a Airbus aplicar preços mais baixos que a Boeing ou que os subsídios da União Européia tenham tido qualquer efeito nos preços da Boeing:

“Os Estados Unidos não demonstraram… que o efeito dos subsídios seja um significativo redutor de preços.” “Os Estados Unidos não conseguiram demonstrar que o efeito do LA/MSF (“Investimento Reembolsável de Lançamento”)… fez a Airbus baixar os preços, com a finalidade de provocar uma significativa queda nos preços ou perda de vendas.”

• O mecanismo europeu de empréstimo reembolsável é um instrumento legal de parceria entre governo e indústria:

“Não vemos nada contra os contratos LA/MSF, pois são uma forma de financiamento que, por definição, sempre envolvem taxas de juros abaixo do mercado… LA/MSF não é sinônimo de qualquer tipo de subsídio.”

• Os antigos empréstimos foram instituídos para conter um certo grau de subsídio:

O LA/MSF do A380 não é um subsídio proibido por si – a ilegalidade depende das disposições específicas dos acordos do empréstimo. O LA/MFS do A380 foi feito de modo estruturalmente sólido.

• O financiamento do A330-200 não é um subsídio proibido pela OMC:

o Os Estados Unidos não puderam provar que o LA/MSF do A330-200 – fornecido apenas pela França – seja um subsídio proibido.
o “Repudiamos a reclamação dos Estados Unidos de que o fornecimento de LA/MFS para o A330-200 era proibido.”
o “Os Estados Unidos não conseguiram demonstrar que o governo francês forneceu (subsídios proibidos)p ara o A330-200.”

• As alegações dos Estados Unidos a respeito do financiamento do A350 foram especificamente rejeitadas:

“Consideramos que os compromissos… não conferem qualquer um dos benefícios que os Estados Unidos afirmam terem sido usufruídos pela Airbus. Portanto, rejeitamos a denúncia dos Estados Unidos a respeito do alegado LA/MSF de US$ 1,7 milhão para o A350.”

• A solicitação de recursos feita pelos Estados Unidos é legalmente inapropriada

“Notamos que as … regras … não exigem uma comissão para especificar como o cumprimento das recomendações… deveria ser feita pelo membro subsidiado …. Na ausência de qualquer obrigação de fazê-lo … não fazemos quaisquer sugestões sobre medidas que possam ser tomadas para cumprir essas recomendações “.

Segue abaixo o link para o site da OMC onde se pode obter a versão completa do relatório:
http://www.wto.org/english/tratop_e/dispu_e/dispu_e.htmA Airbus é o maior exportador para a indústria aeroespacial dos Estados Unidos. Com um investimento anual superior a US$ 10 bilhões, a Airbus gasta mais de 40% das suas aquisições relacionadas com aviões nos Estados Unidos e mantém mais de 180 mil postos de trabalh

Chanceler da Argentina trata do Uruguai no Brasil

30/06/2010

Brasil

Sergio Leo, de Brasília

A proposta do presidente uruguaio, José Mujica, para que o Brasil tenha papel mais ativo no conflito entre Uruguai e Argentina, deve fazer parte da primeira conversa do recém-nomeado ministro de Relações Exteriores argentino, Héctor Timerman, com o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim. Após ser empossado, Mujica firmou acordo com a Argentina para pôr fim aos bloqueios de pontes entre os dois países, motivado pela construção de uma fábrica de pasta de celulose no rio Uruguai, que serve de fronteira. Mujica quer que o Brasil fiscalize o cumprimento do acordo.

Oficialmente, a visita de Timerman, que chega hoje e passará cerca de 12 horas no Brasil, se destina apenas a fazer as apresentações do novo chanceler e “aprofundar os laços de amizade e cooperação”, como informou o próprio ministro. Ele visitou ontem o Uruguai, para se encontrar com as autoridades locais. O antecessor de Timerman, Jorge Taiana, foi demitido por atritos com a presidente Cristina Kirchner, entre eles uma entrevista na qual o então ministro confirmou a proposta ao Brasil para participar dos acertos entre Uruguai e Argentina.

Pelo twitter, o novo ministro informou, antes de partir ao Uruguai, que levaria aos “amigos” do governo Mujica “uma proposta ampla, baseada na ciência, com objetivo de cuidar do meio-ambiente”. O acordo dos dois países prevê levantamento das barreiras à circulação na fronteira fluvial e monitoramento ambiental no rio Uruguai (para o qual os uruguaios convidaram o Brasil). O novo ministro não informou que temas deve abordar na agenda com o chanceler Celso Amorim.

Os brasileiros, que reservadamente têm pressionado o governo Kirchner para cessar as hostilidades contra o Uruguai, dizem que só atuarão oficialmente se houver pedido dos dois países. Há expectativa, entre os diplomatas, de que Timerman trate, além do acordo com o Uruguai, do mecanismo de parceria estratégica firmado recentemente e que inclui financiamento a empreendimentos argentinos pelo BNDES e pelo Banco de la Nación. Não há ainda, porém, decisão sobre como será posto em prática o mecanismo anunciado na semana passada.

Fonte: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/valor-economico/2010/06/30/chanceler-da-argentina-trata-do-uruguai-no-brasil

Postado por

Luiz Albuquerque

Personal trainer italiano condenado por abuso sexual pede liberdade ao STF

16 de julho de 2010

Preso preventivamente nas dependências da Polícia Federal na Bahia para fins de extradição, o personal trainer italiano G.O. impetrou Habeas Corpus (HC 104843) no Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado em primeiro grau, na Itália, a nove anos de reclusão por abuso sexual da própria filha, ele pede para ser colocado em liberdade.

O advogado de defesa sustenta que é a própria Constituição Federal de 1988 que assegura, aos estrangeiros residentes no país, os mesmos direitos garantidos aos brasileiros. Depois que a prisão para fins de extradição do personal trainer foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, a defesa recorreu, pedindo que fosse reconsiderada a decisão, uma vez que além dos requisitos constantes do Estatuto dos Estrangeiros e ainda do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália, deveria ser respeitado, no caso, o artigo 312 do Código de Processo Penal, artigo onde “reside o único limite à liberdade humana, antes da sentença com trânsito em julgado”, sustenta.

O advogado diz entender que a posição do STF, no sentido de que o processo de extradição só pode tramitar com a prisão preventiva do extraditando, teria sido revista. “Agora, o fundamento da prisão preventiva deve se pautar por circunstâncias concretas do artigo 312 do CPP”, alega o defensor.

Afirmando que seu cliente não fugiu da Itália, e que sua permanência no Brasil é regular, o advogado pede a concessão de liminar para determinar a soltura de G.O. No mérito, a confirmação da medida cautelar.

Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=156155&caixaBusca=N

Postado por Eduarda Fontes.

Veja mais matérias sobre extradição em:

http://neccint.wordpress.com/2010/05/26/espanha-inicia-processo-de-extradicao-de-sanfelice/

http://neccint.wordpress.com/2010/05/19/governo-quer-extradicao-de-membro-das-farc-preso-no-amazonas/

http://neccint.wordpress.com/2010/04/21/lula-so-decidira-sobre-extradicao-de-battisti-apos-analise-da-agu/

http://neccint.wordpress.com/2010/06/16/panama-solicita-formalmente-a-franca-extradicao-de-ex-ditador-noriega/

 http://neccint.wordpress.com/2010/06/23/stf-defere-pedido-de-extradicao-de-uruguaio-processado-por-homicidio/

http://neccint.wordpress.com/2010/06/30/stf-defere-pedido-de-extradicao-de-nacional-portugues-acusado-de-estelionato/

http://neccint.wordpress.com/2010/07/06/autorizada-extradicao-de-alemao-acusado-de-crimes-contra-a-ordem-tributaria/

Vazamento e a confiança afetada

Enquanto o petróleo vazava de um buraco no leito marinho, havia provas palpáveis do desarranjo e da inutilidade das medidas tentadas para contê-lo

O incidente enfraqueceu o arrogante sentimento de controle e comando do qual os americanos gostam de se gabar

Lá no Golfo do México, cuja superfície agora se parece com uma unidade flutuante de tratamento intensivo, com todos aqueles imensos navios com maquinário especializado oscilando com a maré, algo de bom ocorreu na semana passada. Ainda que provisoriamente, o petróleo parou de vazar.

Enquanto a BP encerrava sua sequência de futilidades, finalmente colocando uma tampa na entrada do poço, a notícia confortou a combalida alma americana, um contraponto a uma incessante narrativa de planos que deram espetacularmente errado.

Mais do que uma catástrofe ambiental, o desastre que se desenrola no Golfo tornou-se um lembrete do desarranjo que afeta tantas áreas da vida nacional – desde a cultura política até a crise do desemprego, passando por uma guerra invencível no Afeganistão.

Enquanto o petróleo vazava de um buraco no leito marinho, havia provas palpáveis do desarranjo e da inutilidade das medidas tentadas para contê-lo. O óleo contaminou o ecossistema local e ninguém sabe quais serão seus efeitos tóxicos. As imagens insinuaram-se em nosso inconsciente coletivo, prova gritante de que algo imenso e confuso ainda estava em movimento, apesar dos esforços de nossos melhores engenheiros e de nosso maquinário mais caro.

Até as medidas que deveriam restringir o alcance do estrago deram apenas a impressão de tornar a ameaça mais inquietante, dividindo o vazamento em pequenos glóbulos que pareciam um rio invisível de veneno.

Assim como a contagem de corpos num lugar distante, como o Vietnã ou o Iraque, o custo juntou-se à confusão a respeito das origens do problema e à perplexidade diante da impossibilidade de impedir o vazamento. Como uma guerra travada por motivos questionáveis, o vazamento enfraqueceu o arrogante sentimento de controle e comando do qual os americanos se orgulham.

O dano mais profundo provocado pelo vazamento pode ser a perda da confiança nas instituições, como o governo federal e uma multinacional do petróleo que se considerava um exemplo de sensibilidade ambiental. A isto se somam a exaustão do público decorrente de duas guerras, a insegurança econômica e seu nojo diante da volta das bonificações em Wall Street. Isto se choca com o alívio proporcionado pela certeza de que, ao menos por um breve período, a poluição no Golfo foi detida.

Outra desgraça. “Todos esses fatores funcionam em conjunto”, disse Nadine Kaslow, psicóloga da Universidade Emory. “A psique nacional está muito deprimida. O vazamento durou tanto tempo, e foram tantas as tentativas de contê-lo, que as pessoas passaram a confiar menos na possibilidade de as coisas melhorarem. Assim, caso a mais recente tentativa interrompa o vazamento, a notícia se tornará menos importante. Há, porém, a sensação de que alguma outra desgraça tomará seu lugar.”

Fonte: O Estado de S. Paulo – 21/07/2010  [link]

Postado por Flávio Vieira

O G-20 balança entre aperto fiscal e recuperação

O socorro do Banco Central Europeu, que se jogou nos mercados para comprar títulos dos governos em dificuldades, foi um marco importante nas ações do bloco de moeda comum

O G-20, grupo que reúne dois terços do PIB mundial, estará colocado diante do dilema de optar pela prioridade em um ajuste fiscal para reduzir o endividamento insustentável a longo prazo dos países desenvolvidos ou por evitar medidas drásticas de combate aos déficits para assegurar que a recuperação econômica, ainda hoje ameaçada, possa prosperar. Nas duas reuniões anteriores do G-20, a questão estava subjacente e agora aflorou porque novas crises surgiram no meio do caminho. Os países da periferia da zona do euro estão com grandes dificuldades para refinanciar suas dívidas, pagam preço alto por isso e boa parte das apostas do mercado é de que o calote em um ou mais países é provável. O socorro do Banco Central Europeu, que se jogou nos mercados para comprar títulos dos governos em dificuldades, foi um marco importante nas ações do bloco de moeda comum, ainda que insuficiente para acalmar os investidores.

O abalo na zona do euro moveu as duas principais economias, a da Alemanha e França, na direção da austeridade. Depois de os mercados forçarem a adoção de medidas de ajuste na Espanha e Portugal, o governo alemão resolveu cortar gastos e o francês apertou os cintos, elevando os impostos para os mais ricos e a idade de aposentadoria de todos, de 60 para 62 anos. Diante do ataque dos mercados e da derrocada do euro, o aperto nas contas públicas tornou-se palavra de ordem na região. Há muitos motivos para se temer que esse movimento seja arriscado, prematuro e de consequências funestas a curto prazo. O crescimento europeu tem sido anêmico, com a provável exceção da Alemanha, a potência exportadora europeia, e a dose de austeridade, se não for bem calibrada ao longo do tempo, poderá arrastar a Europa de volta à recessão.

Do outro lado do Atlântico, a situação é um pouco diferente. Embora sua recuperação não esteja assegurada, os Estados Unidos exibem crescimento acima de 3% e torcem para que as grandes economias que consomem suas mercadorias voltem a mostrar dinamismo. Os países emergentes já estão fazendo a sua parte e puxando para frente a economia mundial, mas a Europa ainda vive uma situação perigosa e a economia americana voltou a dar sinais de fragilidade evidentes.

Os países do G-20 agiram em conjunto e fizeram unidos até mais do que se esperava de um grupo tão heterogêneo. Agora, a situação econômica distinta de Europa, EUA e emergentes torna uma decisão comum relevante sobre as políticas econômicas a serem seguidas muito mais difícil de ser tomada, ou sequer seguida. É possível que nas declarações finais do encontro se teçam loas às duas coisas, à necessidade de um equilíbrio ao longo do tempo das contas públicas e a de garantir a recuperação. Com exceção das medidas para regular o sistema financeiro, ainda que haja várias divergências sobre elas, há poucas coisas que podem unir os países do G-20 daqui para a frente.

Fonte: Valor Econômico [link]

Postado por Flávio Vieira

Crise econômica pode acelerar ascensão dos BRICs

Para O'Neill, BRIC terão a grande massa do consumo mundial até


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A crise econômica global não impedirá que os países do grupo dos BRIC estejam entre as maiores economias do mundo, segundo afirma o próprio autor do conceito dos BRICs, Jim O’Neill, economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs.

Para  Jim O’Neill  a crise pode até mesmo acelerar as mudanças na economia global que garantirão a Brasil, Rússia, Índia e China ocupar um lugar de destaque entre as potências mundiais já em 2020.

O’Neill afirma que em 2020 a China, por exemplo, poderá estar próxima de disputar com os Estados Unidos o posto de maior economia do mundo. Segundo ele, os demais países dos BRIC s poderão ter economias de tamanho equivalente à de países como Alemanha, França ou Reino Unido.

Para O’Neill, até 2020 a grande massa de consumo do mundo estará nas economias dos BRICs.

O’Neill afirma ainda que as previsões que fez em 2001 sobre o crescimento da economia dos países do grupo eram conservadoras e por isso não são afetadas por um eventual período de baixo crescimento, como o atual:

Leia abaixo a entrevista que O’Neill concedeu à BBC:

BBC Brasil: A crise altera em algo sua previsão inicial de que os quatro países devem se tornar até 2050 economias-chave e juntos ultrapassarem em tamanho o atual G-7?

O’Neill: De maneira nenhuma. Acho interessante que me perguntem tanto sobre isso. Se você olhar com cuidado para as projeções que usamos em 2003 e depois para as atualizações que fizemos depois disso, verão que elas eram muito conservadoras.

Por exemplo, partimos da premissa que no longo prazo a China cresceria 5,8%, e até essa crise a China vinha crescendo o dobro disso. Mesmo com a crise, o consenso sobre o crescimento da China para este ano é de 7%.

Nós estimamos que os países BRICs teriam ciclos econômicos, e isso é o que acontece agora. Então, nossa projeção de longo prazo não é afetada de nenhuma maneira.

Na verdade, creio que se a China já estiver mesmo começando a se recuperar do impacto da crise, pode ser que a crise acelere a velocidade da mudança na economia mundial.

BBC Brasil: Como o senhor vê os BRICs em 2020?

O’Neill: A China já ultrapassou a Alemanha e se tornou a terceira maior economia do mundo, curiosamente no momento exato em que havíamos previsto que isso aconteceria. A grande questão é se na próxima década (a China) vai ultrapassar o Japão e o quão perto vai estar dos Estados Unidos, em 2020. Poderá estar bem perto.

A grande questão para os outros três países será o quanto estarão perto, em 2020, das principais economias européias. Acho que é bem possível que estejam próximos.

Cada um tem algo em seu favor.

A Índia tem essa enorme vantagem demográfica. O Brasil, como tem sido demonstrado por esta crise, conta com uma estrutura macroeconômica que fornece uma ótima base em termos de política econômica. A Rússia é a que parece mais vulnerável, devido à sua excessiva dependência de energia e à ausência de mudanças, ou de qualquer prova de mudanças internas.

Acho que para 2020, a questão para os três países é saber se o tamanho de suas economias vai estar próximo das de Alemanha, França ou Reino Unido. E para a China se estará próxima dos EUA.

BBC Brasil: Estes países precisarão de reformas para chegar a 2020 nessas condições ou podem continuar com seus atuais modelos de desenvolvimento?

O’Neill: Acho que isso precisa ser analisado individualmente.

Acho que o Brasil é possivelmente o que está mais bem posicionado, em termos de mudanças necessárias para cumprir as previsões que fizemos para 2050, ou para o que eu disse sobre 2020. O Brasil tem em muitos sentidos mais atributos de um país desenvolvido em termos de suas políticas e de sua sociedade. Provavelmente o que tem de fazer é tirar o governo do caminho e deixar o setor privado fazer mais.

A Índia precisa parar de pensar que simplesmente merece ser um grande país só porque tem uma população grande, ou porque alguém como eu sonhou com esta sigla BRICs. A Índia precisa continuar com as mudanças, melhorar a eficiência de seu governo, tanto nos Estados quando no nível federal. E quanto mais tempo levar para isso acontecer, mais difícil será para conseguir cumprir as projeções.

A China tem a questão do regime de partido único, mas curiosamente, eu diria, de maneira provocativa, que a emergência desta crise mostrou que (o regime de partido único) parece permitir à China lidar com muitos dessas questões complexas de maneira mais fácil do que muitas democracias. Acho que em algum ponto no futuro a China terá que mudar, mas não estou seguro de que o sistema chinês imponha qualquer limitação no que se refere à economia.

E, finalmente, a Rússia terá que mudar. Esta crise demonstrou que a Rússia é de longe muito dependente de um grande produto, que é o petróleo. A Rússia precisa se afastar disso.

BBC Brasil: Os países do BRIC podem ser o motor da recuperação e do crescimento da economia mundial no futuro próximo?

O’Neill: Acho que se olharmos o que vem acontecendo nos últimos seis meses veremos que há uma grande desaceleração em todo lugar. Mas se olharmos as contribuições para o consumo global, veremos que os BRICs foram as únicas economias significativas que fizeram uma contribuição positiva.

Meu grupo tem analisado dados que mostram que o chamado descolamento entre os Estados Unidos e as economias dos BRIC está ocorrendo. O consumo nos Estados Unidos ficou negativo, muito negativo, mas ainda há crescimento no consumo na maioria dos BRICs.

De acordo com dados de fevereiro, o consumo na China, a economia mais importante do grupo, está crescendo em termos reais em 15,5% ao ano. Então há uma contribuição significativa (da China) para o crescimento do resto do mundo.

E acho que isso vai crescer conforme chegarmos mais próximos a 2020. Vai se tornar claro, quando entrarmos na próxima década, que a grande massa de consumo no mundo estará nas economias BRICs.

Acho que se eles não forem inseridos na melhor estrutura possível para tomada de decisões, então se reunirão mais e mais formando seu próprio clube.

Leia na íntegra a entrevista  no site da BBC [link]

Postado por Flávio Vieira

A crise econômica global não impedirá que os países do grupo dos BRIC estejam entre as maiores economias do mundo, segundo afirma o próprio autor do conceito dos BRICs, Jim O’Neill, economista-chefe do banco de investimentos Goldman Sachs.

UE fragilizada deixa Mercosul com maior poder de barganha

Grandes assimetrias na correlação do poder de barganha são um dos principais problemas na composição das expectativas em uma mesa de negociação.

 Comércio exterior: Blocos retomam negociação para firmar acordo

 30/06/2010. Daniel Rittner, de Buenos Aires

Em situações macroeconômicas opostas, a União Europeia e o Mercosul voltaram ontem a negociar um acordo de livre comércio, após seis anos de estancamento. Os dois blocos ainda não chegaram à fase de trocar pedidos e ofertas de liberalização de seus mercados. Até sexta-feira, em Buenos Aires, dedicam-se apenas à discussão de regras de origem, salvaguardas e outras normas que precisam figurar em qualquer tratado comercial.

O início das reuniões teve que aguardar o fim da partida entre Espanha e Portugal, países de origem de dois altos funcionários da delegação europeia, e não passou imune pelas provocações de alguns diplomatas sul-americanos, que falavam sobre as possíveis “semifinais do Mercosul” na Copa do Mundo. Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai venceram seus últimos confrontos e disputam, sexta e sábado, as quartas de final.

Os negociadores brasileiros guardaram para si outra provocação, mas comentaram em conversas informais: o contexto político e econômico em que se dão as negociações é bem diferente do que havia em 2004, quando fracassaram as tentativas de chegar a um acordo.

Naquela ocasião, os argumentos do Mercosul para ganhar mais abertura da UE a seus produtos e para conter as exigências europeias giravam em torno da diferença de desenvolvimento econômico entre os dois blocos. Essa diferença, obviamente, continua existindo. Mas a grande novidade de 2004 até o relançamento das negociações, em maio de 2010, é o destaque do Brasil como potência emergente. A Argentina, que ainda enfrentava a ira dos investidores pela moratória da dívida, passou a crescer a taxas superiores a 7% e também deixou a recessão para trás. Além disso, acaba de concluir com sucesso a reestruturação da dívida em moratória e já se entendeu com 92% dos credores que haviam sido prejudicados pelo calote de 2002.

Esse cenário contrasta com o atual marasmo da economia europeia. Países como Espanha e Grécia terão queda do PIB neste ano. Enquanto isso, Reino Unido e França fazem ajustes nas contas públicas para combater seus déficits fiscais. Na avaliação de funcionários graduados do Itamaraty, isso significa que o Mercosul, especialmente o Brasil, ganha importância para as empresas europeias como um mercado promissor. E pode gerar um efeito nas negociações: aumenta o poder de barganha do bloco sul-americano, segundo uma fonte brasileira, permitindo ao Mercosul “vender mais caro” o acesso a seu mercado – ou seja, cobrando mais concessões da UE.

O embaixador Alfredo Chiaradía, secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina, disse que esse novo equilíbrio de forças é correto, mas relativiza seus reflexos nas negociações. “A não ser que você esteja no fundo do poço, não vende um bom apartamento por US$ 100 mil. Pelo contrário, quer vender bem seu patrimônio”, afirmou Chiaradía.

Em meio à retomada das negociações, os europeus reclamaram das barreiras impostas pelo governo argentino à importação de alimentos processados. O assunto não chegou a ser alvo de discussões na reunião de ontem, mas a Argentina recebeu críticas diretamente de Bruxelas. A direção-geral de comércio da Comissão Europeia informou estar “muito preocupada” com as barreiras e que elas tiveram “impacto negativo em algumas exportações de produtos comestíveis da UE”. O governo da Grécia se queixou formalmente à Casa Rosada pelo cancelamento de encomendas de pêssegos em calda no valor de US$ 2,4 milhões. A Argentina tem negado veementemente a existência das travas.

Fonte: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/selecao-diaria-de-noticias/midias-nacionais/brasil/valor-economico/2010/06/30/ue-fragilizada-deixa-mercosul-com-maior-poder-de-barganha

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Luiz Albuquerque