4 04UTC Dezembro 04UTC 2009

Hora de uma Europa pós-americana

Nick Witney e Jeremy Shapiro

Os países europeus devem mudar a forma de se relacionar com os EUA se quiserem mudar a atitude atual de indiferença

Enquanto Barack Obama se prepara para ir à Noruega para receber seu prêmio Nobel da Paz, as celebrações expõem uma terrível verdade: a admiração da Europa por seu ideal de um presidente americano não é recíproca. Obama não parece nutrir má vontade em relação aos europeus. Mas ele aprendeu rapidamente a vê-los com a atitude que eles acham mais difícil de suportar – indiferença.

Estamos entrando em um mundo pós-americano – o mundo além do breve momento americano de dominação mundial. O governo Obama compreende isso e reage com o que chama de “estratégia de multiparceiros”. Seja com os chineses, em questões da economia mundial, ou com os russos, no desarmamento nuclear, os Estados Unidos trabalharão com quem quer que os ajude a conseguir os resultados que deseja – assegurando, portanto, que continuará sendo a “nação indispensável”.

Não se pretende nenhuma rejeição ou exclusão dos europeus. Os americanos entendem que a Europa, como o outro grande repositório de legitimidade, riqueza e poder militar democráticos, tem grande potencial como parceiro. Obama detalhou isso durante sua primeira viagem à Europa como presidente, na reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em abril. Mas se a Europa deixar de responder a isso, Obama se voltará a outros lugares em busca dos parceiros que precisa, sem ser impedido pelas invocações apreensivas da Europa sobre “relações especiais” ou a “comunidade de valores do Atlântico”.

A abordagem de Obama é confessadamente pragmática. Sua observação de que o relacionamento EUA-China moldará o século XXI não foi uma declaração de preferências, mas um reconhecimento da realidade.

Tudo isso é um choque brusco para a Europa. O fim do século XX desenrolou-se muito bem para os europeus. Em troca de solidariedade política, os EUA os protegeram e lhes deram o papel de associados juniores no comando do mundo.

Atitudes em circunstâncias tão cômodas são difíceis de mudar. Portanto, 20 anos depois do colapso da União Soviética, a Rússia gasta apenas metade do que os europeus em defesa – ainda assim, a Europa se aferra à ideia de que sua segurança depende da proteção americana. Com a mesma energia, os europeus recusam-se a aceitar que os EUA possam legitimamente ter interesses geopolíticos diferentes – então quando as políticas dos EUA divergem das suas, os europeus presumem que os americanos simplesmente entenderam errado e que, claramente, precisam dos sábios conselhos da Europa para endireitá-las.

Tal mentalidade naturalmente dá um imenso valor a relações transatlânticas próximas e harmoniosas, a ponto de que, para os europeus, a proximidade e harmonia tornaram-se um objetivo por si só, sem importar para que fim podem servir. Os europeus, em resumo, tratam as relações transatlânticas como objeto de fetiche.

Em relação à Rússia e China, os membros da União Europeia (UE), em geral, admitem que uma posição mais unida seria desejável. Não há esse reconhecimento, no entanto, em relação aos EUA. Ao contrário, as elites europeias parecem sentir que trabalhar juntos contra os EUA seria impróprio.

Portanto, para a maioria dos países europeus, as relações transatlânticas tratam-se primeiramente da Otan e de seus laços bilaterais com os EUA. Afinal, não são apenas os britânicos que acreditam ter um “relacionamento especial”; a maioria dos países da UE gosta de acreditar que possui uma proximidade em particular com a América, que lhes dá influência especial. Como consequência, predominam as abordagens nacionais, em vez de coletivas, baseadas em estratégias de aproximação – cada país europeu tenta apresentar-se como mais útil ou, pelo menos, mais compreensivo que seus concorrentes europeus.

Da perspectiva americana, isso pode ser frequentemente vantajoso. Se os europeus querem ser divididos e governados, os Estados Unidos estão satisfeitos em atendê-los. A América pode decidir com calma sobre a nova estratégia no Afeganistão, sem considerar as visões europeias, apesar da presença de mais de 30 mil soldados europeus no país. Da mesma forma, convém aos EUA que a Europa continue à margem no conflito entre Israel e Palestina enquanto paga € 1 bilhão por ano para financiar o impasse.

Ainda assim, apesar dessas vantagens, a América está irritada com o constante clamor europeu por acesso e atenção. Seria mais fácil lidar com tal carência se fosse acompanhada de uma maior disposição para agir de forma decisiva. Todos esses diferentes europeus são capazes de passar sinceridade, mas poucos estão dispostos a colocar a mão na massa. Vistos de Washington, a necessidade de atenção e o comportamento de evitar responsabilidades da Europa parecem infantis.

Se ao menos, então, os europeus aprendessem a dirigir-se à América com uma só voz. Não há falta de ideias sobre como encorajar isso por meio de novos processos e fóruns para diálogos estratégicos entre EUA e UE. Mas o problema é de psicologia política, não de arranjos institucionais. Poderá ser resolvido apenas quando os europeus avaliarem a forma como o mundo está mudando; decidirem que permitir que a ordem mundial futura seja definida por outros está longe de ser o ideal e desenvolverem atitudes e comportamentos de uma Europa pós-americana.

Isso exige uma Europa que conheça sua própria mente, para que possa abordar os EUA – e o resto do mundo – com uma visão mais clara e uma mentalidade mais convicta. Os países da UE terão de aprender a discutir grandes questões geopolíticas – a começar pela sua própria segurança – enquanto europeus, dentro da UE. Nem sempre concordarão uns com os outros. Quando o fizerem, terão melhores chances de expressar seus próprios interesses – e de agir como um parceiro mais comprometido e influente dos EUA em muitas questões internacionais em que os interesses americanos e europeus coincidem.

Os EUA, na verdade, prefeririam uma Europa assim. As expectativas dos americanos, no entanto, são tão pequenas, que eles mal se importam. Os europeus pós-americanos precisam despojar-se de sua deferência e complacência habituais em relação aos EUA – ou conformar-se com uma merecida indiferença americana.

Nick Witney é ex-executivo-chefe da Agência de Defesa Europeia e pesquisador sênior do Conselho Europeu de Relações Exteriores.

Jeremy Shapiro é diretor de pesquisas do Centro dos Estados Unidos e Europa, na Brookings Institution. Project Syndicate, 2009. www.project-syndicate.org

Fonte: MRE – Valor Econômico´- http://www.mre.gov.br/portugues/noticiario/nacional/selecao_detalhe3.asp?ID_RESENHA=646244

Postado por Lais Niman

4 04UTC Dezembro 04UTC 2009

Governo brasileiro aguarda desdobramentos em Honduras para reavaliar sua posição

Renata Giraldi

Brasília - A negativa do Congresso Nacional de restituir ao poder o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, abre uma brecha para que o governo do Brasil reveja a sua posição de não reconhecer as eleições do último domingo (29). A estratégia do Itamaraty é a de aguardar eventuais mudanças na política interna hondurenha para tomar a decisão. Diplomatas que acompanham as discussões sinalizam que serão observadas ainda as manifestações da Organização dos Estados Americanos (OEA) e dos demais países da região.

Os negociadores brasileiros dizem que o país se dispõe a reavaliar a sua decisão desde que as autoridades de Honduras demonstrem que respeitam os princípios democráticos. Os diplomatas chamam este processo de batismo democrático.

Os articuladores brasileiros não têm pressa, segundo os diplomatas. O objetivo é examinar eventuais mudanças no cenário interno de Honduras e analisar seus desdobramentos políticos, para depois anunciar uma possível mudança de posição.

Ontem (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, reiteraram que a posição do governo brasileiro é a de negar a legitimidade do processo eleitoral hondurenho, sem reconhecer o presidente eleito, Porfirio “Pepe” Lobo. No entanto, ambos sinalizaram que é necessário dar um prazo para avaliar os fatos em Honduras.

Amanhã (4) a OEA se reúne extraordinariamente para definir uma posição oficial sobre as eleições hondurenhas e a respeito da decisão de ontem do Congresso de rejeitar a volta de Zelaya – 111 deputados foram favoráveis ao afastamento de Zelaya e apenas 14 votaram pela sua restituição. Para as autoridades estrangeiras, o ideal teria sido o cumprimento do acordo autorizando o retorno do presidente deposto.

De acordo com os negociadores internacionais, é fundamental, ainda, debater a questão da reconciliação nacional em Honduras que envolveria uma espécie de governo da unidade – ou de transição.

Zelaya foi deposto por um golpe de Estado articulado pelo Congresso, a Suprema Corte e as Forças Armadas no dia 28 de junho. Ele deixou o país e depois no dia 21 de setembro retornou a Tegucigalpa. Desde então, ele e um grupo de correligionários estão abrigados na embaixada do Brasil na capital de Honduras.

O prédio da embaixada está cercado por militares, há limitações para a entrada de pessoas, alimentos e de qualquer tipo de material, e a tensão é permanente. As autoridades brasileiras reafirmaram que o presidente deposto pode ficar na embaixada o tempo que considerar necessário porque ele é hóspede do Brasil.

Fonte: MRE – Agência Brasil

Postado por Lais Niman

4 04UTC Dezembro 04UTC 2009

Foreign Policy: “The Top 10 Stories You Missed in 2009″

Sometimes it’s the page A14 stories — the ones that never see the light of cable news or take a second life in the blogosphere — that tell you the most about what happened during any given year. From a naval alliance that could shift the military balance of power on two continents to a troubling security gap in the U.S. passport system to a brand-new way to circle the globe, these are the stories that never got the attention they deserved in 2009 but could dominate the conversation in 2010.

A few ways the world changed while you weren’t looking.

BY JOSHUA E. KEATING | DECEMBER 2009 *

The Northeast Passage Opens for Business

The mythic Northwest Passage still captures imaginations, but this September, two German vessels made history by becoming the first commercial ships to travel from East Asia to Western Europe via the northeast passage between Russia and the Arctic. Ice previously made the route impassable, but thanks to rising global temperatures, it’s now a cakewalk. “There was virtually no ice on most of the route,” Capt. Valeriy Durov told the BBC. “Twenty years ago, when I worked in the eastern part of the Arctic, I couldn’t even imagine something like this.” (Íntegra)

Iraq’s New Flashpoint

 

With the international media and chattering classes turning their focus to Kabul, almost any news coming out of Baghdad got short shrift this year. That’s unfortunate because even as overall violence declined in Iraq, the conflict is far from over. From a persistent insurgency carrying out regular attacks in major cities, to the country’s 2.7 million remaining internal refugees, to a distressing lack of political reconciliation in Baghdad, Iraq has any number of emerging flashpoints that threaten to tear apart the tentative progress of recent years. And most troubling of all may be the growing fears of a new conflict between Iraq’s Arab and Kurdish populations. (Íntegra)

A Hotline for China and India

“Hotlines” between world leaders, like the legendary Moscow-Washington “red telephone” devised after the Cuban missile crisis, are designed to prevent misunderstandings or miscommunications between nuclear powers from escalating into a nuclear conflict. China and the United States have one. So do India and Pakistan. This year, the leaders of India and China agreed to set one up between New Delhi and Beijing, highlighting concerns that a worsening border dispute could quickly become the first major conflict of the multipolar era. (Íntegra)

A New Housing Bubble?

More than any other factor, ill-advised speculation on U.S. real estate set off the global financial crisis. But even after millions of foreclosures and secondary effects rippled through economies around the world, U.S. homeowners might be starting to make the same mistakes all over again. (Íntegra)

The ‘Civilian Surge’ Fizzles

In November 2007, U.S. Defense Secretary Robert Gates delivered a now-famous speech at Kansas State University in which he acknowledged that “military success is not sufficient to win” counterinsurgency wars such as those in Iraq and Afghanistan and called for an increased role and increased funding for the State Department and the U.S. Agency for International Development (USAID). In its Afghan strategy this March, Barack Obama’s administration seemed to be following through on this advice, calling for a “civilian surge” of State Department and USAID personnel to complement the increased number of U.S. troops in Afghanistan. “What we can’t do is think that just a military approach in Afghanistan is going to be able to solve our problems,” Obama told 60 Minutes, echoing Gates’s rhetoric. (Íntegra)

The Beijing-Brazil Naval Axis

Ever since China not so secretly bought several aging Soviet aircraft carriers during the 1990s, China’s ambitious naval plans have been the subject of fevered speculation by military analysts. In March, Chinese Defense Minister Liang Guanglie offered the strongest confirmation yet that China plans to embark on a major aircraft-carrier building program, telling his Japanese counterpart, “We need to develop an aircraft carrier.” The Pentagon thinks that the People’s Liberation Army Navy (PLAN) could have multiple carriers up and running within the decade, with construction costs likely to run into the billions. With little in the way of naval aviation experience, China would need to get its sailors and pilots up to speed in a hurry to meet that timetable — and that means finding an already operational carrier to train on. (Ínegra)

Dead Man Gets Passport

Since 2007, the U.S. State Department has been issuing high-tech “e-passports,” which contain computer chips carrying biometric data to prevent forgery. Unfortunately, according to a March report from the Government Accountability Office (GAO), getting one of these supersecure passports under false pretenses isn’t particularly difficult for anyone with even basic forgery skills. (Íntegra)

Chechen Murders Go Global

The world was shocked in July by the murder of human rights activist Natalya Estemirova in Chechnya. Suspicions immediately focused on the Chechen Kremlin-backed strongman, Ramzan Kadyrov, a frequent target of Estemirova’s investigations. But Estemirova was just one of several critics of Kadyrov who has been murdered in recent months, and it appears that living abroad is no protection. In January, Kadyrov’s former bodyguard, Umar Israilov, was fatally shot in Austria, where he was seeking asylum. Israilov had filed a complaint against Kadyrov in the European Court of Human Rights, accusing him of abductions and torture. (Íntegra)

America Joins Uganda’s Civil War

In January, the New York Times‘ Jeffrey Gettleman broke the story that the U.S. military had helped plan and fund a Ugandan military attack against an infamous rebel group, the Lord’s Resistance Army (LRA), in eastern Congo. The attack was poorly executed, allowing the rebel leaders to escape and murder 900 civilians in retaliation. It was the first time the United States had directly participated in actions against the LRA, which is designated a terrorist group by the United States. The LRA’s religious fundamentalist leader, Joseph Kony, has abducted tens of thousands of children to serve as fighters and sex slaves in his decades-long guerrilla war against the Ugandan government. (Íntegra)

A ROTC for Spies

To cultivate a new generation of spies for a new generation of global threats, the CIA and other U.S. intelligence agencies have proposed the creation of a program to find and train potential agents from diverse cultural and ethnic backgrounds. Modeled on the military’s Reserve Officers’ Training Corps (ROTC) at U.S. colleges and universities, the program would seek out “first- and second-generation Americans, who already have critical language and cultural knowledge, and prepare them for careers in the intelligence agencies,” according to a description sent to Congress by National Intelligence Director Dennis Blair. (Íntegra)

*Joshua E. Keating is deputy Web editor at Foreign Policy and edits FP’s Passport blog.

Fonte: Foreign Policy – http://www.foreignpolicy.com/

Postado por Lais Niman

4 04UTC Dezembro 04UTC 2009

Frente de la Resistencia elabora plan estratégico por la democracia de Honduras

 El Frente de la Resistencia mantiene su posición de que se restituya la democracia con el retorno de Zelaya al poder. (Foto: Efe) 

TeleSUR _ Hace: 55 minutos

El Frente de la Resistencia contra el golpe de Estado en Honduras anunció que elaborará, a partir del fin de semana, un plan de estrategia para luchar contra la crisis política que vive la nación desde el derrocamiento del presidente constitucional, Manuel Zelaya, y para restituir la democracia en el país.

Juan Barahona, quien es coordinador general del Frente, ratificó la lucha por restablecer el orden constitucional y por la restitución del mandatario al poder, así como también convocar a una asamblea nacional constituyente que ayude a abrir el camino a los cambios necesarios para “la refundación de Honduras”.

Con respecto a las cuestionadas elecciones del pasado domingo 29 de noviembre, el dirigente reiteró el rechazo del movimiento social contra ese proceso y sus resultados. Asimismo, calificó como una gran victoria popular los altos niveles de abstención por parte del pueblo hondureño.

Las ilegítimas elecciones generales de Honduras no contaron con el apoyo de la comunidad internacional, pues se consideró que se realizaron bajo un régimen de facto y fuera de la constitucionalidad.

Estados Unidos, Colombia, Perú, Panamá, Costa Rica e Israel fueron las naciones que apoyaron el proceso promovido por el gobierno de facto de Honduras y realizaron una intensa campaña internacional a favor del reconocimiento de los comicios del pasado domingo y del “nuevo gobierno” electo.

La Organización de Estados Americanos (OEA) realizará este viernes una reunión en su Consejo Permanente para analizar la crisis que vive la nación centroamericana tras los comicios.

La OEA condenó el paso 4 de julio el golpe de Estado y exigió por unanimidad el retorno “inmediato y seguro” del presidente Manuel Zelaya.

Según informes recibidos en Tegucigalpa, la mayoría de los gobiernos de la región anunciaron que no reconocerán los resultados de las elecciones ilegítimas, por lo que se descarta que la OEA logre un consenso en torno al tema de Honduras.

Manuel Zelaya expresó por su parte, que también continuará la lucha para que se restaure la democracia en su país. Igualmente confirmó su integración para impugnar los comicios, que denunció como ilegales por realizarse bajo un régimen de facto, que sólo buscaba “blanquear” el golpe de Estado del pasado 28 de junio.  

 teleSUR-PL/kg-PR

Fonte: http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/63032-NN/frente-de-la-resistencia-elabora-plan-estrategico-por-la-democracia-de-honduras/

Postado por Lais Niman

3 03UTC Dezembro 03UTC 2009

Asume cargo nuevo director general del OIEA

01 de diciembre, 2009 El quinto director general del Organismo Internacional de Energía Atómica (OIEA) asumió hoy su mandato por un periodo de cuatro años. En una reunión con su personal, Yukiya Amano dijo que la situación de la agencia de la ONU es turbulenta.

“Afrontamos numerosos retos, pero quisiera hacer todo lo que sea posible”, señaló.

Entre los desafíos destacó la no proliferación de las armas atómicas, la mejora de la seguridad nuclear, las necesidades energéticas, el suministro de buena atención médica, y la gestión del agua.

Intentaré ser un director general “imparcial, responsable y profesional”, acotó.

Amano, de nacionalidad japonesa, fue anteriormente el representante de su país ante el OIEA, y ocupó el cargo de director general del Departamento para Desarme, No Proliferación y Ciencias del Ministerio de Relaciones Exteriores. Asimismo, fue uno de los expertos gubernamentales en un Panel de la ONU sobre Misiles en 2001.

Postado por: Matheus Luiz Puppe Magalhães

3 03UTC Dezembro 03UTC 2009

Dubai: FMI aplaude creación de fondo de liquidez

El Fondo Monetario Internacional aplaudió el anuncio del Banco Central de los Emiratos Árabes Unidos de que abrirá un fondo de liquidez al que podrán acceder los bancos de Dubai.

Al comentar sobre el sorpresivo aviso de ese gobierno de que su entidad inversionista no estaba en condiciones de pagar su deuda, el FMI señaló que espera que las autoridades aclaren qué mecanismos se utilizarán para que los acreedores y deudores lleguen a un acuerdo.

En un comunicado, la institución financiera expresó confianza en la solidez de la economía de los Emiratos Árabes Unidos -basada en sus recursos petroleros – y señaló que seguirá de cerca la situación.

La crisis en Dubai ha tenido un impacto adverso en los mercados financieros.

Duración: 45″
Producción: Rosa Rivera

Postado por: Matheus Luiz Puppe Magalhães

3 03UTC Dezembro 03UTC 2009

ONU saúda plano americano para o Afeganistão

02/12/2009

Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon disse que a proposta apresentada prevê um equilíbrio entre os esforços civis e militares com ênfase no fortalecimento das fundações e na segurança do país.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon saudou nesta quarta-feira o novo plano dos Estados Unidos para o Afeganistão anunciado pelo presidente Barack Obama.

Ban disse, em nota emitida por seu porta-voz, que as Nações Unidas continuam comprometidas em apoiar a transição para maior soberania, responsabilidade, liderança pela paz e desenvolvimento do país.

Ênfase

Em discurso pela televisão transmitido em rede nacional, Obama revelou que a estratégia revisada dos americanos inclui o envio de mais 30 mil tropas, além de medidas para construir a infra-estrutura afegã.

O Secretário-Geral da ONU notou que a proposta apresentada prevê um equilíbrio entre os esforços civis e militares com ênfase no fortalecimento das fundações e na segurança.

De acordo com Ban Ki-moon, a construção das instituições é um processo a longo prazo mas necessário, que irá garantir a sustentabilidade das ações conjuntas da comunidade internacional no país.

O enviado especial da ONU ao Afeganistão, Kai Eide, já havia dito nesta terça-feira, antes do anúncio de Obama, que seria preciso dar mais autoridade às instituições afegãs.

Apresentação: Eduardo Costa Mendonça, da Rádio ONU em Nova York.

http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/detail/173477.html

Postado por: Matheus LUiz Puppe Magalhães

3 03UTC Dezembro 03UTC 2009

ONU estima 2.4% de crecimiento económico para 2010

02 de diciembre, 2009 La economía mundial tendrá un crecimiento moderado del 2,4% en 2010, liderado por la actividad económica de China, estimó hoy la ONU. Un avance del informe “Situación y perspectivas de la economía mundial”, a publicarse en enero, sostiene que la cifra es fruto de las medidas financieras adoptadas por los países industrializados para contener la crisis.

Al presentar el documento, el director de Análisis del Departamento de Asuntos Económicos y Sociales de la ONU (DESA), Rob Vos, pidió cautela frente a este repunte.

“La presencia de una recuperación global incipiente puede dar lugar a optimismo, sin embargo, ésta es frágil y desigual si tomamos en cuenta que una buena parte del empuje proviene de Asia”, dijo Vos.

Según los pronósticos, las economías de China e India encabezarán el avance con un crecimiento del 8,8% y el 6,5%, respectivamente.

La media de crecimiento en Latinoamérica y el Caribe será del 3,4%, mientras que Estados Unidos llegará a 2,1%, y la zona euro crecerá apenas 0,4% en 2010.

Postado por: Matheus Luiz Puppe Magalhães

2 02UTC Dezembro 02UTC 2009

Vermelho: Ministro Samuel Pinheiro Guimarães e o Brasil de 2022

O Brasil em 2022?

Novo ministro faz planos para o Brasil de 2022

do Vermelho 24 de novembro de 2009

O novo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Pinheiro Guimarães, está com três grandes tarefas – um plano de metas para o Brasil de 2022, quando se comemora o segundo centenário da independência do País; uma nova doutrina para Amazônia e a reforma do Estado. “Três assuntos amplos e bastante inclusivo”, afirma. Por isso, não quer falar sobre política externa, assunto que lhe ocupou a vida profissional até recentemente, quando se aposentou da função diplomática.

 Ministro: “tudo é relativo, só a pobreza é absoluta”
“Eu preferia falar sobre os temas da minha secretaria, não posso dar entrevista sobre política externa”, diz, afastando a possibilidade de uma avaliação sobre a polêmica visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil, nesta segunda-feira (23).

O ministro fala com entusiasmo das atividades da Secretaria, destacando a importância de desenvolver atividades de longo prazo. O País tem tradição de se concentrar em ações de curto prazo. “O Brasil tem que ter metas, até para medir se está alcançado ou não”, diz, lembrando que o desenvolvimento é um processo comparativo, ninguém é desenvolvido isoladamente.

Para rechaçar a argumentação dos ambientalistas, que refutam os números previstos de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) como risco ao meio ambiente, ele lança uma pergunta: “É desenvolvimento sustentável 60 milhões de pessoas recebendo Bolsa-Família?”

E ele mesmo responde: “É preciso, nesse conceito de desenvolvimento sustentável, que esteja incluída a ideia de que há crianças que passam fome e que precisam de uma vida digna, produtiva, de realizar seu potencial humano.”

E acrescenta: “Não se pode querer o desenvolvimento a qualquer custo, mas tem que se lembrar disso. É importante que o projeto de crescimento leve em consideração esse grupo de pessoas que tem direito a emprego, saúde, educação.”

Para ele, “corremos o risco de ter elevadas taxas e performance ambiental e baixíssimas taxas de desempenho social. É preciso que o produto (PIB) cresça a uma certa taxa, a geração de emprego cresça a uma certa taxa (para garantir o crescimento do País)”.

E enfatiza: “Tudo é relativo, o grau de bem estar e riqueza é relativo, só a pobreza é absoluta”, para desenvolver a ideia de que ter metas vai permitir ao Brasil saber onde estará e aonde os outros estarão, hipoteticamente, para saber se reduzimos a distância que nos separa.

A distância entre o Brasil é os países desenvolvidos pode ser traduzida em uma conta rápida, que o ministro faz de cabeça: a renda per capita brasileira é oito mil dólares, a renda per capita dos países desenvolvidos é de 40 mil dólares. O que nos separa é 32 mil dólares. Se ao final desse período ainda que nos desenvolvamos a uma taxa maior, essa distância tiver aumentado, isso significa que, embora aparentemente maior, relativamente estaremos pior.

Para diminuir essa distância, o Brasil precisa fazer um esforço muito maior porque temos que recuperar o atraso, explica Samuel Pinheiro Guimarães. Ele diz que apesar de tudo o que foi feito, é necessário um esforço maior.

Brasil no mundo

Apesar da resistência às questões de política externa, o ministro avalia como a união dos países em desenvolvimento – Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC) pode ajudar nesse desenvolvimento. De maneira rápida, ele explica que esses grandes estados tem interesses em comum na organização do sistema internacional. A sua união e atuação conjunta podem permitir que cada um alcance seus objetivos de forma eficiente.

Ele também analisa o protagonismo que o Brasil assumiu no cenário mundial, atribuindo o sucesso ao governo do presidente Lula, reconhecido em todo o mundo. E enumera a série de situações que contribuíram para isso: o Brasil foi um dos últimos a entrar na crise e um dos primeiros sair; enquanto se gera emprego no Brasil, os outros países diminuem os empregos, além do êxito dos programas sociais.

Tudo isso, segundo ele, gerou credibilidade do Brasil junto a países em desenvolvimento e desenvolvidos. Ele aponta ainda a posição independente, ao mesmo tempo serena, que o Brasil tem tido em situações internacionais; e a sua imparcialidade, por exemplo, na posição relativa a segunda guerra do Iraque.

Acrescente a isso tudo, o fato do Brasil ter apresentado propostas nas negociações internacionais que refletem interesse dos países em desenvolvido e mesmo desenvolvidos. Recentemente o Brasil e a França apresentaram proposta conjunta com relação à Conferência do Clima. “É um processo, não surge do nada”, conclui.

Amazônia Sustentável

Na função de coordenadora da Amazônia Sustentável, a SAE comemora como primeiro e importante passo para o desenvolvimento do projeto, a regularização fundiária. “Porque o primeiro grande problema é saber quem é dono da terra, se são posseiros, grileiros etc”, afirma o ministro, para quem a partir daí é possível uma ação mais eficaz do governo, em todas as áreas, na área de aplicação de políticas ambientais, de tributação, de crédito, porque sem garantias não há crédito, uma das garantias mais comuns é a patrimonial.

Outro passo importante é conhecer os recursos naturais da Amazônia. Esse é o processo que está em andamento, o de mapeamento econômico e geológico da área, que representa 59% do território brasileiro. Os estudos, que estão sendo feitos com o fortalecimento das instituições regionais de pesquisa e programas que efetivam pesquisa na região, vão saber as riquezas da região para o conhecimento científico da biodiversidade.

As outras etapas serão estabelecidas no plano de metas para 2022, que quer alcançar um índice de “desmatamento zero” e a exploração das riquezas da região pela população local permitindo o desenvolvimento da região aliada a melhoria da qualidade de vida da sua população.

Da sucursal de Brasília
Márcia Xavier

 Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/ministro-samuel-pinheiro-guimaraes-e-o-brasil-de-2022/

Veja outras matérias no site do Azenha

Postado por

Luiz Albuquerque

2 02UTC Dezembro 02UTC 2009

Bridges: “China está substituindo os EUA como principal parceiro comercial da América Latina”

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China replacing U.S. as top trade partner in Latin America
By Tyler Bridges – McClatchy Newspapers | Jul 08, 09

RIO DE JANEIRO, Brazil — All but invisible in Latin America a decade ago, China now is building cars in Uruguay, donating a soccer stadium to Costa Rica and lending $10 billion to Brazil’s biggest oil company.

 It’s supplanted the United States to become the biggest trading partner with Brazil, South America’s biggest economy.

China has moved aggressively to fill a vacuum left by the United States in recent years, as the U.S. focused on wars in Afghanistan and Iraq and the global economic crisis sapped its economy.

“China is rising while the U.S. is declining in Latin America,” Riordan Roett, a professor of international relations at Johns Hopkins University, said by telephone while visiting Sao Paulo. “China is all over this region. They are following a state-driven policy to expand their peaceful presence.”

China is beefing up its embassies throughout Latin America, opening Confucian centers to expand Chinese culture, sending high-level trade delegations throughout the region and opening the door for ordinary Chinese to visit Machu Picchu, Rio and other tourism hot spots.

Aiping Yuan came to Rio de Janeiro from Beijing in 1997 on a lark, fell in love with the city and decided to stay. She studied Portuguese, and when Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva made his first visit to China in 2004, she opened a small school in Rio to teach Mandarin.

She began with six students and today has 300, including senior executives at Petrobras, the country’s biggest oil company, and Vale do Rio Doce, the biggest mineral producer. Both have growing business with China.

“Chinese is the language of the future for Brazil,” Yuan said with a big smile.

China has forged a strategic alliance with Brazil that’s allowed the two countries to partner with India and Russia in the so-called BRIC grouping, which is demanding a greater voice in global political and economic affairs. Indeed, China is making inroads with developing countries worldwide.

Beijing’s main interest in Latin America has been guaranteeing access to the region’s raw materials — principally oil, iron ore, soybeans and copper — to fuel its continued rapid growth. For many countries, there’s a downside in the China trade, through which cheap imports have displaced local textiles.

China’s growing role has alarmed policymakers in Washington. However, China has been careful not to establish a military presence in the region, since doing so would antagonize Washington. The U.S. has considered Latin America to be in its sphere of influence since the Monroe Doctrine of 1823.

China “treats (Hugo) Chavez as they do (Alvaro) Uribe and Lula,” said Alexandre Barbosa, a consultant to the Sao Paulo-based consulting firm Prospectiva, referring to the presidents of Venezuela, Colombia and Brazil, respectively. “They’re interested in business.”

And what a voracious interest in business they’ve shown. Trade between Latin America and China rocketed from $10 billion in 2000 to $140 billion in 2008. China is buying zinc from Peru, copper from Chile and iron ore from Brazil. It’s shipping electronic equipment to Brazil, buses to Cuba, clothes to Mexico and cars to Peru.

Peruvian President Alan Garcia is trying to position his country as a major commercial hub for China in South America. He’s hoping to capitalize not only on Peru’s ports in the center of South America but also on a shared history: Thousands of Chinese emigrated to Peru in the 19th and early 20th centuries to do manual labor. These immigrants have left a legacy of the so-called “chifa” restaurants, which offer Chinese food throughout Peru.

Today, China’s biggest appetite is for Peru’s plentiful minerals.

Two Chinese companies are moving forward with major mining projects in Peru while companies from other countries are suspending or canceling theirs, said John Youle, the executive president of ConsultAndes, a Lima-based firm.

China generally has been investing little money in Latin America, however. This has prompted criticism that it’s simply tapping into the region’s vast raw minerals, just as colonial powers did for centuries.

Although China has become a major player over the past decade, trade between the United States and Latin America still dwarfs China’s trade with Latin America.

Beyond trade, China suddenly is rivaling the World Bank and the Inter-American Development Bank as a major lender to Latin America, at a time when China is flush with cash and many companies can’t get access to bank loans.

Petrobras is borrowing $10 billion from China, to be paid off by shipping 150,000 barrels of crude per day to China this year and 200,000 barrels per day for the next nine years, said Erico Monte, a Petrobras spokesman.

Ecuador is borrowing $1 billion from China to finance investments by its state oil company and another $1.7 billion to build what would be the country’s largest hydropower dam.

Venezuela is buying high-tech oil-drilling platforms from China and is sending some 380,000 barrels of oil there per day as Chavez diversifies Venezuelan exports away from the United States, his chief nemesis.

“But China has shown little enthusiasm in becoming entangled in Chavez’s larger goal of counterbalancing U.S. influence in the hemisphere,” Dan Erikson, a Latin American expert at the Inter-American Dialogue, a nonpartisan research center on Western Hemisphere affairs, wrote recently.

Erikson said China was especially attractive to Latin American leaders because of its no-questions-asked foreign policy.

“The United States talks about the need for a battle against corruption, the need for transparency and improved human rights,” Erikson told McClatchy. “China is less ideological in its approach to Latin America than the U.S. is.”

Still, China uses its aid as a strategic tool to get countries to shift their diplomatic ties from Taiwan to the communist nation.

After Costa Rica became the first Central American country to establish ties with China, the communist country bought $300 million in Costa Rican bonds. More important to average Costa Ricans, China is spending $74 million to build a new national soccer stadium in San Jose. It’s scheduled to open in 2011.

Not everyone in Latin America welcomes China’s growing presence.

Chinese companies are taking business away from Mexican firms that exported clothes to the United States.

Peruvians have tried to block the expansion of a Chinese mining project near the border with Ecuador that they say would pollute local rivers.

China has angered Brazilian companies by taking their place as the biggest exporter of clothing and textiles to Argentina.

Whether it’s seen as a friendly uncle or a ruthless competitor, China’s continued expansion in Latin America seems inevitable.

EBX is expanding its port in Rio de Janeiro state to handle Brazil’s iron ore exports to China and has signed an agreement with China’s Wuhan Iron and Steel to build a mammoth steel plant next to the port.

In May, Lula made his third trip to China, spotlighting the fact that China has become Brazil’s biggest trade partner.

The development surprised Rodrigo Maciel, the executive secretary of the Brazil-China Business Council, based in Rio.

“We weren’t expecting China to pass the U.S. as China’s biggest trading partner until 2011 or 2012,” Maciel said.

Fonte http://www.rejecttheherd.net/forum/big-brother/ministry-plenty/china-replacing-us-top-trade-partner-latin-america

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Luiz Albuquerque